Cultura Caixa Cultural exibe produção recente do cinema nórdico

Caixa Cultural exibe produção recente do cinema nórdico

Ao longo de seis dias, o Festival Ponte Nórdica apresentará 11 filmes da Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia e Groenlândia.

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Com um eixo temático voltado à diversidade – englobando questões de gênero, cultura e etnia –, o Festival Ponte Nórdica ocupa o teatro da CAIXA Cultural Curitiba entre os dias 29 de maio e 3 de junho de 2018 (terça a domingo). Serão exibidos 11 filmes de realizadores da Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia, Groenlândia e Finlândia, a grande maioria premiada em importantes festivais nórdicos e da Europa continental, incluindo alguns inéditos no Brasil. A realização é do Instituto Cultural da Dinamarca, com patrocínio da CAIXA Econômica Federal e do Governo Federal.

Entre os realizadores destaque, está o iraniano Milad Alami, que vive há muitos anos entre a Suécia e a Dinamarca. Seu longa de estreia, O Conquistador (2017), trata da questão pungente de imigração e refúgio. Outro nome escolhido pela curadora Tatiana Groff é Annika Berg que marca presença no Festival Ponte Nórdica com seu primeiro longa, Time Furacão (2017), que mescla técnicas de documentário e videoclipe com uso intenso de cores para construir o universo de meninas adolescentes e seus desejos singulares.

“Um ponto de partida para a curadoria”, explica Tatiana, “foi quando assisti, Vênus – Vamos Falar Sobre Sexo, um filme dinamarquês que fala do desejo e da sexualidade das mulheres que participaram diretamente ou não da produção e que está em exibição em diferentes países, reforçando a visão desse universo nórdico”. O filme, de 2017, é assinado Mette Carla Albrechtsen e Lea Glob.

Na linha de cinema juvenil, a Suécia é representada com Garotas Perdidas (2016), de Alexandra-Therese Keining, que aborda o assunto da transexualidade num universo fantástico. Enquanto isso, em Sangue Sami (2016), de Amanda Kernell, os cinéfilos conhecerão o povo Sami, proveniente da etnia local da região da Lapônia. O filme traz luz ao debate atual sobre os povos indígenas e suas lutas por identidade.

Na seleção de inéditos, o finlandês Hobbyhorse Revolution (2017), um documentário que teve grande repercussão, pois apresenta as singularidades que envolvem as passagens da infância para a adolescência, e desta para a vida adulta. E com A Ex-Mulher (2017), o festival apresenta o longa-metragem de estreia da jovem diretora sueca Katja Wik, que narra a vida de mulheres em diferentes fases e cujas histórias se cruzam.

Debate

O Festival Ponte Nórdica apresenta, ainda, um debate que aprofunda as temáticas centrais da mostra cinematográfica. No dia 2 de junho (sábado), às 19h30, será realizado o painel “Diversidade no Audiovisual: Brasil e Países Nórdicos”. Com mediação de Tatiana Groff, curadora do festival, e participação da produtora brasileira Eliane Ferreira, de Heloísa Machado, realizadora e especialista em cinema e audiovisual, e de Anders Hentze, diretor adjunto do Instituto Cultural da Dinamarca (ICD), o debate abordará a promoção da diversidade e equidade de gênero, a regionalização e a internacionalização como forma de incremento da qualidade e inovação das produções audiovisuais. Também será apresentado o “case” do filme em desenvolvimento AURORA, do diretor brasileiro Karim Ainouz, produzido na Noruega em conjunto com outros países nórdicos.

Perfil dos convidados do Painel

Tatiana Groff é produtora cultural e curadora com foco em planejamento e desenvolvimento de projetos internacionais e parcerias no Brasil, no segmento audiovisual, em especial em festivais e mostras de cinema. Atualmente é consultora para audiovisual do Instituto Cultural da Dinamarca e, em sua primeira edição, em 2016, em São Paulo, a linha curatorial do Ponte Nórdica foi focada em equidade e igualdade de gênero. Já na edição de 2018, realizada no Rio de Janeiro e em Curitiba, o recorte curatorial foi ampliado para o conceito dediversidade.

Heloisa Machado estudou Comunicação Social na UnB e Cinema e Audiovisual na UFF. Servidora da ANCINE desde 2012, participou da concepção dos primeiros dados com recorte de gênero publicados pela Agência. Foi integrante da mesa de debate na 1ª Mostra Cine [Delas] na Fundação Badesc em Florianópolis, no II Seja- Gênero e Sexualidade no Audiovisual da UEG, e jurada da 1ª Mostra Adélia Sampaio: Quando as Mulheres fazem Cinema, na Universidade de Brasília. Como realizadora, dirigiu um longa-metragem e fez parte de cineclubes em Brasília e no Rio de Janeiro. Coordena o Monitoramento de Cinema, Vídeo Doméstico e Vídeo por Demanda na Superintendência de Análise de Mercado da Ancine.

Eliane Ferreira é produtora e tem sua empresa, a Muiraquitã Filmes, baseada em São Paulo. Produziu os longas “Vermelho Russo” (2016), de Charly Braun, e “A Luta do Século” (2016), de Sérgio Machado, que ganharam, respectivamente, melhor roteiro e melhor filme de documentário no Festival do Rio. Também foi produtora dos longas: “Fabricando Tom Zé” (2006) de Décio Matos Jr, ganhador d premio de melhor documentário pelo júri popular, em 2006, no Festival do Rio e na Mostra Internacional de São Paulo, e, “Sonhos de Peixe” (2006), do diretor russo Kirill Mikhanovsky, prix jeune em 2006 no Festival de Cannes. Está com o filme AURORA em desenvolvimento, Brasil, países nórdicos.

Anders Hentze é agente cultural e músico. Nascido na Dinamarca e residente no Brasil desde 2012, formou-se na The New School for Social Research/Mannes College of Music, Nova York, em 1997 (Fulbright Scholar), e no Conservatório de Música RMC, Copenhague 1992. Desde 2017 é diretor adjunto do ICD, onde também foi Senior Advisor, entre 2016 e 2017, e diretor interino, entre junho de 2015 e julho de 2016. Foi curador e gerente da programação cultural do Pavilhão da Dinamarca na Praia de Ipanema durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016. Hentze possui ampla experiência de intercâmbio cultural Dinamarca-Brasil, tanto como artista, quanto como produtor. Sua trajetória de produção intercultural perpassa tanto um nível oficial mais alto, quanto a prática de produção no Brasil. Fala português, inglês e dinamarquês fluentemente.

Instituto Cultural da Dinamarca

O Instituto Cultural da Dinamarca foi fundado em 1940 como uma instituição independente e, atualmente, possui filiais em seis países diferentes e com parcerias no mundo todo. Em 2018, ao completar 10 anos de atividades no Brasil, o Instituto segue promovendo o diálogo e a compreensão sobre diferenças culturais e fronteiras nacionais.

Com escritório no Rio de Janeiro, o trabalho permeia uma plataforma amplamente conceitual, na qual arte, cultura e sociedade são contempladas. Essas áreas unem pessoas de diferentes culturas, promovem a compreensão internacional e facilitam a comunicação intercultural O Instituto Cultural da Dinamarca alimenta redes para fortalecer a colaboração entre artistas internacionais e dinamarqueses assim como instituições culturais. “Tendo a cultura como ponto de partida estreitamos o diálogo, a troca de experiências e o intercâmbio de ideias, que culminam em relações culturais fortalecidas e duradouras” destaca Maibrit Thomsen diretora do ICD no Brasil.

PROGRAMAÇÃO

(Todos os filmes serão exibidos em formato digital/blu-ray.)

29 de maio (terça-feira)

14h30 – Irmãos (2015), de Auslaug Holm, Noruega, 102 min, 14 anos.
16h30 – Sumé – O Som da Revolução (2014), de Inuk Sillis Hoegh, Groenlândia, 74 min, 14 anos.
19h30 – O Conquistador (2017), de Milad Alami, Dinamarca/Suécia, 100 min, 14 anos.

30 de maio (quarta-feira)

14h30 – A Ex-Mulher (2017), de Katja Wik, Suécia, 90 min, 14 anos.
16h30 – Time Furacão (2017), de Annika Berg, Dinamarca, 96 min, 14 anos.
19h30 – Tom of Finland (2017), de Dome Karukoski, Finlândia / Suécia / EUA / Alemanha, 115 min, 14 anos.

31 de maio (quinta-feira)

14h30 – The Kitchen Sink Revolution (2015), de Halla Kristin, Islândia, 73 min, 14 anos.
16h30 – Long Story Short (2015), de Mary el-Toukthy, Dinamarca, 100 min, 14 anos.
19h30 – Vênus- Vamos Falar Sobre Sexo (2017), de Mette Carla e Lea Glob, Dinamarca, 80 min, 14 anos.

1º de junho (sexta-feira)

14h30 – Sumé – O Som da Revolução (2014), de Inuk Sillis Hoegh, Groenlândia, 74 min, 14 anos.
16h30 – Hobbyhorse Revolution (2017), de Selma Vilhunen, Finlândia, 88 min, 14 anos.
19h30 – Tom of Finland (2017), de Dome Karukoski, Finlândia / Suécia / EUA / Alemanha, 115 min, 14 anos.

2 de junho (sábado)

14h30 – Hobbyhorse Revolution (2017), de Selma Vilhunen, Finlândia, 88 min, 14 anos.
16h30 – Garotas Perdidas (2016), de Alexandra-Therese Keining, Finlândia/Suécia, 106 min, 14 anos.
19h30 – Painel / Debate “Diversidade no Audiovisual: Brasil e Países Nórdicos”, com mediação da curadora Tatiana Groff e participação de Eliane Ferreira, Heloísa Machado e Anders Hentze.

3 de junho (domingo)

14h30 – Time Furacão (2017), de Annika Berg, Dinamarca, 96 min, 14 anos.
16h30 – Long Story Short (2015), de Mary el-Toukthy, Dinamarca, 100 min, 14 anos.
19h30 – O Conquistador (2017), de Milad Alami, Dinamarca/Suécia, 100 min, 14 anos.

Serviço

Cinema: Festival Ponte Nórdica
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Data: 29 de maio a 3 de junho (terça a domingo).
Horários: Sessões às 14h30, 16h30 e 19h30.

Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Os ingressos serão vendidos apenas para o dia de apresentação.

Atividade Paralela: Entrada gratuita. Retirada de ingressos a partir de meia hora antes do início das atividades. Dia 02/06, às 19h30 – Painel / Debate “Diversidade no Audiovisual: Brasil e Países Nórdicos”, com mediação da curadora Tatiana Groff e participação de Eliane Ferreira, Heloísa Machado e Anders Hentze.

Capacidade: 125 lugares (dois para cadeirantes)

Bilheteria: (41) 2118 5111 (Horário especial para a Mostra: de segunda a sábado, das 12h às 19h30; e domingo, das 14h às 19h30).

Classificação Etária: 14 anos

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