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Barrichello sai na ponta em Curitiba guardando o melhor para o final

Tal qual um mágico, que guarda o melhor do seu show para o fim, Rubens Barrichello tira um tempo arrasador da cartola e fatura a pole position para a etapa de Curitiba.

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Fazendo valer a sua inquestionável experiência em acertos de carro, Rubens Barrichello, da Full Time Racing, que dispensa maiores apresentações acerca do seu próprio currículo, passou praticamente despercebido durante todos os treinos livres do fim de semana, com tempos modestos. Mas na hora de falar sério e pisar fundo, Rubinho tirou uma volta magnifica de sua cartola mágica no Q3 neste sábado (07) e faturou, com sobras, a pole position para a corrida de domingo em Curitiba. Daniel Serra o acompanha na primeira fila e Marcos Gomes, filho do dinossauro Paulão Gomes, fecha o trio.

Os paranaenses tiveram destaque nos treinos, sendo o melhor deles Julio Campos, que apesar de não ter ido para a última parte do treino, demonstrou boa regularidade e largará em 8º. Gabriel Casagrande larga em 10º e Ricardo Zonta larga em 13º.

Confira como foram os treinos:

Se fosse jogo de apostas, e se o resultado dependesse apenas dos treinos livres de sexta e da manhã deste sábado, ninguém arriscaria cravar quem seria o pole position desta 2ª etapa da Stock Car.

Foram três treinos livres completos antes da “jiripoca piar” na classificação, e os três treinos tiveram três líderes diferentes. Na sexta, Diego Nunes fez o melhor tempo da manhã, Felipe Fraga fez o melhor tempo da tarde, sendo dele o melhor tempo do dia, cravando 1m18s107.

No terceiro e último treino livre antes da classificação, já no sábado pela manhã, Cesar Ramos voou baixo e fez o melhor tempo, sendo um dos únicos pilotos que fecharam volta abaixo da casa de 1m17s, fazendo o giro em 1m17s909. Sua companhia na casa dos 17 segundos, logo atrás na 2ª colocação, foi Átila Abreu, que cravou 1m17s992.

Assim sendo, três líderes, com tempos muito próximos e uma média de 20 pilotos andando no mesmo segundo de volta, não havia como prever o que aconteceria e quem ficaria com a primeira posição até a hora do classificatório.

Foto: Fernanda Freixosa/Stock Car

FUNCIONAMENTO DA CLASSIFICAÇÃO

A classificação da Stock tem um esquema parecido com o da Fórmula 1, com pequenos detalhes de diferença. Não se perca na matemática: No Q1, todos os 33 pilotos entram na pista divididos em dois grupos, tendo cada grupo de pilotos cinco minutos para fazerem as suas voltas.

Os 15 primeiros dessa fase se classificam para o Q2, que disponibiliza mais 8 minutos para tirarem o máximo dos seus carros.

Os 6 mais rápidos desses 15 vão para a disputa da pole position no Q3, um por vez, em ordem crescente de classificação, tendo todos os 3.695 metros da pista limpos e livres para tirar o melhor desempenho possível.

Explicado isso, vamos aos fatos.

Q1

Do primeiro grupo de pilotos, 17 foram para a pista. Cinco minutos de treino dão caldo para, no máximo, três voltas, sendo uma de aquecimento e duas de corrida para os pilotos se virarem no tráfego, pegarem aderência e realizarem o traçado mais ideal.

Felipe Fraga puxou o bonde do primeiro grupo com um temporal, o melhor dele no fim de semana. Passou com folgas. O curitibano Júlio Campos liderou os tempos do segundo grupo.

Faltando menos de 2 minutos para o fim do Q1, Bia Figueiredo, que não vinha tendo um bom ritmo durante o fim de semana, parou em posição perigosa no miolo do circuito e ocasionou a única bandeira vermelha do treino. “O carro estava bem equilibrado na classificação, os probleminhas que tivemos durante os treinos livres pareciam solucionados, mas alguma coisa quebrou, Me parece que foi câmbio ou suspensão, e o volante simplesmente não virou. É uma pena, mas já temos que pensar nas corridas de amanhã, montar uma estratégia para pontuar”, comentou Bia.

Foto: Fernanda Freixosa/Stock Car

Mesmo com os pilotos parados nos boxes esperando a retirada do carro da Bia, o relógio não parou. Com o tempo ainda correndo quando a bandeira verde foi levantada, faltavam apenas 51 segundos para o fim do treino. O único que conseguiu abrir volta foi Cesar Ramos, fazendo tempo necessário para ficar acima da linha de corte, na 12ª posição.

No fim do Q1, passaram para a próxima fase, em ordem de tempo: Felipe Fraga, Daniel Serra, Júlio Campos, Lucas Di Grassi, Rubens Barrichello, Max Wilson, Cacá Bueno, Antônio Pizzonia, Gabriel Casagrande, Marcos Gomes, Ricardo Zonta, Cesar Ramos, Thiago Camilo, Bruno Baptista e Denis Navarro.

Q2

Sem cerimônia e aproveitando a pista quente, com menos tráfego e com mais tempo para ficar na pista – 8 minutos – Serrinha e Barrichello voaram baixo pulverizando os tempos dos concorrentes, colocando de 2 a 3 milésimos de segundo de diferença para os demais.

Mas como dizia o ex-dirigente do Corinthians, Vicente Matheus, “o jogo só acaba quando termina      “, e no fim do Q2, Felipe Fraga, demonstrando uma consistência aparentemente imbatível, voou mais baixo ainda e fechou o treino na frente com massacrantes 1m18s009.

Os 6 desafiantes que passaram para o Q3  foram Felipe Fraga, Daniel Serra, Marcos Gomes, Rubens Barrichello, Lucas Di Grassi e Max Wilson.

Q3

Clima de tensão, incerteza pairando no ar, ninguém no autódromo arriscaria apostar um centavo se quer numa certeza de resultado. 6 pilotos de alto nível, que passaram o treino inteiro separados por diferenças mínimas de tempo, agora teriam ao seu dispor mais de 3km de pista para andar no limite e extrair tudo o que poderiam dos carros.

Max Wilson, Gomes, Serrinha e Di Grassi fecharam suas voltas lançadas e, como esperado, realizaram tempos bem semelhantes, condizentes com os ritmos imprimidos durante os treinos. A expectativa se recaia sobre Fraga, que se repetisse o desempenho mostrado durante todo o fim de semana, seria o natural dono da primeira posição.

Entretanto, o tocantinense e todos os presentes, não contavam com a astúcia e a experiência de mais 30 anos de pista e afinamento de carro que Rubens Barrichello carrega dentro do capacete. Tal qual um mágico, que guarda os melhores truques para o fim, Rubinho tirou na raça o tempo de 1m18s029, tempo esse que acabou com todas as possibilidades de alguém se aproximar dele.

Foto: Fernanda Freixosa/Stock Car

Assim sendo, a ordem no grid de amanhã ficou a seguinte:

1 – Rubens Barrichello – Full Time Sports – 1:18.029
2 – Daniel Serra – Eurofarma RC – 1:18.303
3 – Marcos Gomes – Cimed Racing Team 1:18.314
4 – Max Wilson – Eurofarma RC 1:18.338
5 – Felipe Fraga – Cimed Racing 1:18.390
6 – Lucas Di Grassi – Hero Motorsport 1:18.416
7 – Cesar Ramos – Blau Motorsport 1:18.236
8 – Julio Campos – Prati-Donaduzzi Racing 1:18.338
9 – Cacá Bueno – Cimed Racing Chevrolet – 1:18.388
10 – Gabriel Casagrande – Vogel Motorsport – 1:18.413
11 – Antonio Pizzonia – Prati-Donaduzzi Racing – 1:18.532
12 – Bruno Baptista – Hero Motorsport – 1:18.543
13 – Ricardo Zonta – Shell V-Power – 1:18.554
14 – Denis Navarro – Cavaleiro Sports – 1:18.733
15 – Thiago Camilo – Ipiranga Racing – 1:18.971
16 – Allam Khodair – Blau Motorsport  – 1:18.551
17 – Átila Abreu – Shell V-Power – 1:18.579
18 – Guilherme Salas – Bardhal Hot Car – 1:18.594
19 – Nelson Piquet Jr – Texaco Racing – 1:18.632
20 – Valdeno Brito – Eisenbahn Racing Team – 1:18.640
21 – Lucas Foresti – Cimed Racing Team – 1:18.677
22 – Vitor Genz – Eisenbahn Racing Team – 1:18.752
23 – Diego Nunes – Texaco Racing – 1:18.818
24 – Galid Osman – Cavaleiro Sports – 1:18.821
25 – Felipe Lapenna – Cavaleiro Contuflex – 1:18.857
26 – Rafael Suzuki – Bardhal Hot Car – 1:18.886
27 – Fabio Carbone – Scuderia Colón – 1:19.163
28 – Sergio Jimenez – Squadra G Force – 1:19.208
29 – Tuka Rocha – Vogel Motorsport – 1:19.220
30 – Guga Lima – Squadra G Force – 1:19.351
31 – Fernando Croce – Scuderia Colón – 1:21.796
32 – Ricardo Maurício – Full Time Sports – 1:21.802
33 – Bia Figueiredo – Ipiranga Racing – 1:21.88

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