Curitiba recebe de 21 a 24 de novembro um evento esportivo completamente diferente do que já se viu no País: os Primeiros Jogos Brasileiros para Transplantados. A competição, como o próprio nome já diz, reúne atletas que passaram por um transplante e assim ganharam novo significado para sua vida. O principal objetivo, além de reunir essas pessoas e ressaltar a importância da atividade física, também pretende aumentar a percepção do público geral sobre a importância da doação de órgãos. Sabe-se que no Brasil 43% das famílias ainda não permitem a doação.

Os Jogos Brasileiros para Transplantados, realizados pela Prefeitura de Curitiab, por meio da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), contam com a cooperação técnica da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx), entidade que dá apoio e orienta as pessoas que passaram pelo processo em todo o Brasil. A competição já tem uma edição latino-americana e também mundial e agora Curitiba será a pioneira em um campeonato nacional.

A competição contou com inscrições gratuitas e vai reunir mais de 60 esportistas do Brasil inteiro que passaram por algum transplante de órgão. Serão quatro modalidades: natação, tênis, atletismo e corrida de rua.

Edson Arakaki, presidente da ABTx, ressalta que os Jogos são muito importantes para também mostrar às pessoas que é possível ter uma excelente qualidade de vida após o transplante.  “O esporte é saúde e para quem fez transplante não é diferente”, comenta.

Dentre os principais benefícios da atividade física estão o combate ao excesso de peso; a melhora na autoestima; diminuição da depressão, estresse e cansaço; aumento da disposição; fortalecimento do sistema imune; melhora da força e resistência muscular; fortalecimento dos  ossos e das articulações; diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

Sobre as provas

Os Jogos para Transplantados serão divididos em provas para adultos e para crianças. Os atletas da categoria infantil e junior, de todos os tipos de transplantes, competirão pelas seguintes faixas etárias (sem separação por gênero): sub13 – até 13 anos (infantil), Sub17 – 14 a 17 anos (juniores).

As modalidades de competição infantil são o Pentatlo Infantil (Circuito) composto por Lançamento de pelota (250g), Lançamento de dardo (dardo plástico sem ponta, adaptado – 70cm/300g), 50m rasos, Salto em distância e Corrida de agilidade (25m entre cones) e nado livre 25m. Para os  juniores terá atletismo (100m, 200m, 400m e 800m), salto em distância, arremesso de peso e natação (livre 50m e 100m, peito 50m e 100m e costas 50m e 100m).

Já os atletas adultos, independente do tipo de transplante, irão competir por gênero nas seguintes faixas etárias: 18-35, 36-49, + de 50 anos. Eles poderão optar por competir em até 5 provas nos Jogos. Na modalidade atletismo estão disponíveis: 100m, 200m, 400m e 800m.  A Corrida de Rua ou Caminhada será de 6 km. A natação terá as modalidades: Livre 50m e 100m, Peito 50m e 100m, Costas 50m e 100m. E tênis apenas a categoria simples.

As competições serão em diferentes locais de Curitiba. A natação na Praça Oswaldo Cruz, o tênis no Centro de Esporte e Lazer (CEL) Xaxim, o atletismo na Universidade Positivo e a corrida de rua em um percurso a ser montado nas proximidades da rua Dario Lopes dos Santos, no bairro Cajuru.

Os três primeiros colocados de cada faixa etária ganham medalhas. Em eventos que envolvem classificação antes da final (Tênis), as medalhas de bronze duplicadas serão concedidas a ambos os semifinalistas perdedores.

Programação

21/11 a partir das 14h: Credenciamento – Hotel Bristol Brasil 500

21/11 a partir das 17h45: Cerimônia de Abertura – Salão Nobre Prefeitura de Curitiba

22/11 a partir das 9h: Provas do Atletismo – Universidade Positivo

22/11 a partir das 14h: Tênis – Centro de Esporte e Lazer (CEL) Xaxim

23/11 a partir das 9h: Provas da Natação – Praça Oswaldo Cruz

24/11 às 7h: Corrida de Rua / Caminhada – 6k – Bairro Cajuru

SOBRE A CAUSA

–  Mesmo com o aumento no número de transplantes ano a ano, em 2018 morreram 2.851 pessoas na fila.

– Atualmente cerca de 34 mil pessoas permanecem aguardando por um órgão que pode mudar a sua vida.

Um dos principais motivos para que o número de transplantes não cresça, é a NÃO autorização de familiares para a doação. De acordo com a ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), 43% das famílias não autorizaram a doação dos órgãos de seus entes queridos em 2018.

Mais informações: www.abtx.com.br