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Feitiço vira contra o feiticeiro e Felipe Fraga vence a primeira bateria da Stock Car em Curitiba

Barrichello não repete a mágica da classificação, erra na largada e deixa deixa caminho livre para Felipe Fraga vencer com sobras. Paranaenses Julio Campos e Gabriel Casagrande dão show.

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Já ouviram falar que a mágica vira contra o feiticeiro? Foi exatamente isso o que aconteceu na primeira de duas corridas que compuseram a 2ª etapa da Stock Car, realizada nesse domingo (08) em Curitiba. Contando com o azar de Rubens Barrichello na largada e apostando na consistência de suas voltas, além da rapidez no seu pitstop, Felipe Fraga (Cimed Racing) confirmou o ritmo forte que teve o fim de semana inteiro e venceu a primeira bateria. Daniel Serra e Max Wilson completaram o pódio da corrida, que contou com um grande show de pilotagem dos paranaenses Julio Campos e Gabriel Casagrande, completando 5 primeiros, respectivamente.

Falando sobre sua estratégia, o vencedor confessou que o pouco peso foi a chave para garantir o resultado. “A estratégia foi não colocar muito combustível. O Daniel (Serra) colocou bastante, então a gente já sabia que ele viria mais pesado para a corrida. Foram 30 pontos garantidos, mas o único problema é que o Daniel chegou em segundo, o cara não dá descanso pra gente!”, comentou Fraga sobre o Serra, que manteve alta média de pontos no campeonato ao acumular este 2º lugar em Curitiba com a vitória conquistada em São Paulo, semanas antes, na corrida de duplas.

Confira como foram as brigas nessa primeira bateria:

Fernanda Freixosa / Stock Car – Rubinho foi engolido na largada e culpa a direção de prova.

“Ás vezes, o coelho que se tira da cartola acaba mordendo a mão do mágico”, esse é um ditado do mundo circense que resume muito bem o que aconteceu na largada, mais especificamente com Rubens Barrichello.

Depois de fazer mágica no sábado e tirar um tempo que ninguém apostaria que ele teria na cartola, Rubens acabou largando muito mal e caiu da primeira para a 24ª posição, antes mesmo do fim da reta. Em entrevista, Barrichello culpa a direção de prova. “Eles deram a bandeira verde bem antes do ponto onde estamos acostumados a pisar fundo, eu acabei tendo um atraso e fui engolido por meio pelotão”, diz.

Três paranaenses aproveitaram esse atraso do Rubens. Primeiramente o curitibano Rosinei Campos, dono da equipe RC Eurofarma, que viu seus dois carros pularem para a ponta sob o comando de Daniel Serra e Max Wilson, o segundo foi o também curitibano Julio Campos, que aproveitou a chance e pulou de 8º para 4º e, por fim, o pato branquense Gabriel Casagrande, que avançou para cima de Lucas Di Grassi sem nem tomar conhecimento.

Na quarta volta, Felipe Fraga ataca Marcos Gomes no fim da reta, usando e abusando dos seus botões de ultrapassagem disponíveis, e assume a terceira posição, já investindo contra Serra e Max. Nessa brincadeira, Fraga faz a melhor volta da corrida com 1m19s097

Fernanda Freixosa / Stock Car – Daniel se distancia e Fraga faz a volta mais rápida da corrida.

Logo ali atrás, numa briga de interesse dos ponteiros, o quinteto Cesar Ramos, Rafael Suzuki, Cacá Bueno, Bruno Baptista e Gabriel Casagrande começaram a caçar juntos Lucas Di Grassi, que sentiu o calor dos cinco e começou a aumentar o ritmo de volta. Julio Campos, que vinha logo a frente deles, seria o homem a ser caçado na busca pela terceira posição.

Enquanto isso, no bloco dos desesperados, Ricardo Maurício, Átila Abreu, Ricardo Zonta e Rubens Barrichello formaram um quarteto com peso suficiente para dar medo em muitos retrovisores a frente.

Faltando 28 minutos para o fim da prova, Lucas Foresti roda sozinho no fim da reta, mas sem atrapalhar ninguém. Sérgio Jimenez e Antônio Pizzonia trocaram tinta, de forma até violenta, no fim da reta na disputa pela 16ª posição.

Essa batalha entre Jimenez e Pizzonia aconteceu bem na frente do quarteto do medo, que virou um “septeto” ao ganhar mais três nomes de peso que estavam remando contra a maré. Além de Átila, Zonta, Maurício e Barrichello já citados, colaram Galid Osman, Piquet Jr. e Marcos Gomes, sendo esse último obrigado a fazer uma parada antes da abertura dos boxes para arrumar estragos provocados pela confusão da largada. Foi o pelotão mais interessante de toda a corrida.

Antes da janela de paradas obrigatórias, logo no meio da corrida, o paranaense Gabriel Casagrande estava dando um show de consistência e velocidade. Não tomou conhecimento do carro nº 44 da Hero e passou Bruno Baptista, e agora estava na caça do outro carro da Hero, que estava sendo pilotado por nada mais e nada menos que o campeão mundial da Fórmula E e vencedor em LeMans, Lucas Di Grassi.

Não se perca! No exato momento da metade da corrida, faltando 20 minutos para o fim, os 10 primeiros são: Serra, Fraga, Max Wilson, Campos, Di Grassi, Casagrande, Baptista, Cesar Ramos, Cacá e Suzuki.

Quando a janela de parada se abre, Di Grassi, usando o botão de ultrapassagem, passou Julio Campos na briga pelo 4º lugar, o que seria vital para sua estratégia de corrida mais a frente.

Quem, definitivamente, não estava tendo um final de semana bom era a equipe Ipiranga, de Andreas Mattheis. Durante todo o fim de semana, seus pilotos não conseguiram arranjar um acerto ideal para o carro, fazendo com que Bia Figueiredo largasse em último e Thiago Camilo abandonasse a corrida prematuramente quando a janela de pits se abriu.

Valdeno Brito, Átila, Suzuki e Cesar Ramos são os primeiros a abrir os trabalhos de pit stop. Enquanto os outros entram, Fraga se mantém pista até o último momento possível dentro da janela para fazer a lá Schumacher: voltas voadoras e abusando de todos os recursos disponíveis para tentar voltar a frente de Ricardo Maurício.

E foi exatamente isso o que aconteceu. No fim da janela Fraga parou, e num pit stop perfeito, deu tempo de voltar a frente de Ricardo Maurício, que além de mais pesado, ainda estava com os pneus frios.

Fernanda Freixosa / Stock Car – Pitstop foi momento decisivo para Fraga voltar a frente Serra e vencer a corrida.

Na disputa pelo pódio, Di Grassi para, e na saída dos encontra Casagrande embalado e com sede para tomar a posição do piloto da Hero. Porém, Di Grassi, comprovando o porquê dele ser um dos melhores pilotos do mundo hoje, deu um show de técnica e experiência ao conseguir segurar Casagrande no fim da reta, sem derrapar com pneus frios e sem perder o ponto de freada.

Fraga lidera tranquilamente por quatro segundos de diferença, Daniel e Max Wilson começam a poupar equipamento para a segunda corrida e os ânimos se acalmam… Apenas na parte da frente.

Lá atrás o pau ainda comia no pelotão intermediário, e no meio desse bolo, talvez por conta da pressão de correr em casa, Julio Campos e Gabriel Casagrande proporcionaram uma linda batalha que se estenderia até o fim. O carro roxo da Pratti-Donaduzzi, pilotado por Julio Campos, demonstrava muita velocidade em reta, porém, o carro amarelo da Vogel de Gabriel Casagrande apresentava um equilíbrio de curvas bem maior, fato esse que empatava o jogo. A diferença que Campos conseguia abrir na reta, Casagrande tirava nas curvas do miolo.

Fernanda Freixosa / Stock Car – O pato branquense Gabriel Casagrande protagonizou uma das batalhas mais bonitas da corrida.

A corrida já estava se encaminhando para sua fase final, todos poupando carro para a próxima corrida, até que acontece o grande acidente desta bateria.

Faltando 1 minuto para o fim da corrida, na disputa pelo 10º lugar, Valdeno Brito é acertado em cheio na traseira por Guilherme Sallas, no fim da reta principal. Os dois rodam e batem com força na barreira de proteção, avariando terminalmente seus carros, tirando-os definitivamente desta e da outra bateria, por conseguinte.

SporTV – Batida entre Valdeno Brito e Guilherme Sallas tiram ambos da corrida, definitivamente.

Visivelmente indignado nas imagens geradas pela TV, Valdeno sai do carro e fica esperando Guilherme sair. Valdeno nega que tenha ido com intenção de brigar, “Só fui perguntar se ele estava bem”, afirma.

Sallas dá uma versão diferente do Valdeno, “Quando batemos, ele falou muita besteira. Não quero polêmica, mas ele falou até demais”, diz.

Por conta desse acidente e pelo pouco tempo de corrida restante, o carro de segurança entra na pista e a corrida acaba sob bandeira amarela, com ânimos acirrados, tendo Felipe Fraga como vencedor, Daniel Serra na segunda posição e Max Wilson completando o pódio.

A classificação da primeira bateria foi essa:   

1 40 FELIPE FRAGA PA CIMED 42:28.634 30 voltas
2 29 DANIEL SERRA SP RC/EUROFARMA +1.824
3 65 MAX WILSON SP RC/EUROFARMA +2.843
4 4 JÚLIO CAMPOS PR PRATI DONADUZZI +3.507
5 83 GABRIEL CASAGRANDE PR VOGEL +5.708
6 11 LUCAS DI GRASSI SP HERO +6.743
7 0 CACÁ BUENO RJ CIMED +10.968
8 30 CÉSAR RAMOS RS BLAU +11.552
9 80 MARCOS GOMES SP CIMED +13.781
10 8 RAFAEL SUZUKI SP HOT CAR/BARDAHL +15.766
11 5 DENIS NAVARRO SP CAVALEIRO +17.125
12 44 BRUNO BAPTISTA SP HERO +18.167
13 111 RUBENS BARRICHELLO SP FULL TIME +18.948
14 18 ALLAM KHODAIR SP BLAU +23.231
15 33 NELSINHO PIQUET DF FULL TIME +24.453
16 90 RICARDO MAURÍCIO SP FULL TIME +27.645
17 28 GALID OSMAN SP CAVALEIRO +28.109
18 77 VALDENO BRITO PB CARLOS ALVES/EISENBAHN +2 voltas
19 117 GUILHERME SALAS SP HOT CAR/BARDAHL +2 voltas
20 70 DIEGO NUNES SP FULL TIME +2 voltas
21 10 RICARDO ZONTA PR SHELL RACING +5 voltas
22 51 ÁTILA ABREU SP SHELL RACING +6 voltas
23 73 SÉRGIO JIMENEZ SP SQUADRA G-FORCE +6 voltas
24 1 ANTONIO PIZZONIA AM PRATI DONADUZZI +8 voltas
25 9 GUGA LIMA PR SQUADRA G-FORCE +9 voltas
26 45 FABIO CARBONE SP SCUDERIA COLÓN +11 voltas
27 46 VITOR GENZ RS CARLOS ALVES/EISENBAHN +11 voltas
28 21 THIAGO CAMILO SP A.MATTHEIS +13 voltas
29 3 BIA FIGUEIREDO SP A.MATTHEIS +14 voltas
30 61 FERNANDO CROCE SP SCUDERIA COLÓN +15 voltas
31 12 LUCAS FORESTI DF CIMED +18 voltas
32 110 FELIPE LAPENNA SP CAVALEIRO +18 voltas
33 25 TUKA ROCHA SP VOGEL +22 voltas

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